Para ultrapassar esse vazio instalado, e que muito tem penalizado a cultura inviabilizando o aparecimento de grupos e actividades culturais saídos da sociedade civil, nomeadamente das escolas e associações que, de tempos a tempos, parecem querer quebrar a apatia e o desinteresse pela promoção e criação artística, propôs-se a Câmara Municipal erguer de raiz uma sala de espectáculos, do tipo Cine-Teatro.
Deve dizer-se que esta obra, de tão importante para o desenvolvimento cultural do concelho, vai agora ser executada depois de satisfeitas as necessidades elementares da cidade e das freguesias, sobretudo nas áreas da distribuição de água e do saneamento básico, das estradas e caminhos rurais, das escolas e jardins de infância, dos centros de dia e de estar, de biblioteca e casa senhorial, bem como múltiplos equipamentos desportivos espalhados pelo concelho, a par de significativos apoios às associações cultuais e recreativas. E, diga-se, todos estes equipamentos têm tido níveis de utilização notáveis.
Mas as exigências para a construção deste tipo de equipamento são enormes e estão profundamente tipificadas em função dos agregados populacionais a que se destinam. Rio Maior teria, por esses critérios, a possibilidade de construir uma sala de terceira categoria, mas pela persistência e argumentação do seu Presidente junto das instâncias financiadoras conseguiu-se um projecto bastante melhorado, ao nível dos desenvolvidos para as capitais de distrito.
ARQUITECTURA
A construção, agora iniciada, de acordo com as melhores regras e a mais adequada escolha dos materiais e processos construtivos assegura os elevados níveis de qualidade e excelente comportamento térmico, acústico e de isolamento às águas e humidades, compreende:
1. Cine-Teatro com 250 lugares
Ø Sobriedade de construção
Volume negro (em pedra) - fechado, levantado do chão
Volume banco (em reboco estanhado) - aberto, pousado no chão
Ø Sala polivalente: óptima visibilidade / espaço climatizado
Ø Caixa de palco e sub-palco
Ø Recepção/apoio, bar e bengaleiro
Ø Camarins (individuais e colectivos) com acessos privados
Ø Cabinas de tradução simultânea, regie, sala de projecção
Ø Salas de apoio, balneários
2. Estacionamento subterrâneo para cerca de 100 viaturas
Ø Desenvolve-se num só piso
Ø Entrada a norte (rua José Pedro Inês Canadas)
Ø Saída a este (Av. Paulo VI)
Ø Ligações ao exterior: duas escadas, um elevador e duas rampas
3. Arranjo de toda a área de superfície de uma forma integrada
Ø Espelho de água que reflecte e multiplica o espaço
Ø Mobiliário urbano (bancos) e iluminação (incorporada e de chão)

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